quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Cai a chuva
(Rubinho Andrade)

Ao seu lado, noite fria
Vejo a chuva cair
Lembro de tudo que passamos
E o que vencemos pra seguir

Toda desconfiança é como um tempo instável que está por vir
Eu lembro que fora o tempo ruim
As vezes pensávamos em desistir 

Me beija agora, me leve pros teus braços
Se você me quer de verdade
Me põe nos teus laços

Quero sentir sinceridade em forma de pluralidade
Realizar juntos o que sonhamos, não só pela metade

Te prometo até o que não posso
Te levo para um novo norte
A chuva de janeiro vem tão forte
Que acalma as brigas que só curavam com a sorte 

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Sereníssima - Urbanoids

Previsão do Tempo
Composição: Vitor Isensee, Danilo Cutrim, Rodrigo Costa, Nicolas Cesar

Assistir jornal hoje tá difícil
É flash, é furo, é voto, é grana, é míssil
O governo dá esmola
Pra que o pobre não “amola”
É mais fácil dar escola
Pra não ter que se amolar
Trabalho pro pai e pra mãe
Estudo pro filho

Que hoje tá no movimento
Onde tira o seu sustento
Eu só lamento
Ah, se a verba chegasse
Onde tem que chegar
Se as ideias chegassem
Onde têm que chegar
Vamos à previsão do tempo
Vamos à previsão do tempo

Se a fundação é casa
Por que é que ninguém se sente nela?
Será que tem um abraço, um ensino, um feijão
Futebol e novela?
Cadê o doutor que tinha que tá lá
Quando a senhora chegou no hospital?

Não sei, não sei
Ah, mas se a verba chegasse
Onde tem que chegar
Se as ideias chegassem
Onde têm que chegar
E agora os gols do domingo
E agora os gols do domingo


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

(Foto: Rubinho Andrade)

01/01
(Rubinho Andrade)

Eu vejo tanta coisa acontecendo
Me vejo sempre em movimento
Sinto as pessoas se perdendo
E as vezes me perco com o tempo

Outra vez tive até medo do vento
O vento é forte mas que bobagem
Eu não posso ser tão precoce
Tentar acreditar só na sorte

Tenho que sorrir de vez em quando
Só assim posso acreditar num novo norte

Tudo brilha agora e eu tenho que ser mais confiante
Já viu o sol hoje? 
Pois venha ver que brilhante
Pena ser só uma variante



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Nega!
(Rubinho Andrade)

Nega, tu lembras da primeira vez em que falou?
Era sobre um amigo, mas quase ninguém notou
Foi tudo muito rápido, uma amizade se tornou
De todos os dias já se percebia o que mudou

Tudo o que é verdadeiro tem por consequência ir pra frente
É por isso que tudo evoluiu tão de repente
Foi a verdade que se encarregou de ter unido a gente
Um descuido eu cito agora, mil desculpas por não ser tão presente

Estamos sós e as vezes não
Desatamos nós, talvez em vão
Acima de nós, um coração
Aquele que fez essa união 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Implorando Por Paz
(Rubinho Andrade)

Quero tocar o céu sem ser por acaso
Se você me permitir 
Eu tentei de todas as formas
Mas não deu, quero sair daqui

É confuso demais pra mim
Teu povo cria, mata, me corrói por dentro
Repressão persiste, atinge, me deixa um tormento

Pensei que era só amor, imaginei só sorrisos
Não existia dor, eu cheguei fazendo inimigos 

Quero fugir daqui, quero voar mais alto
Permita-me sumir, alcançar o espaço

Eu deixo aqui duas certezas e a prova que o amor até existiu
Fidelidade e respeito aos velhos e algo que nunca se viu

E a todos que conheci, que deixei o meu sorriso
Podes crer que vou levar os seus comigo

Lhes deixo a paz, procuro paz e nunca mais, os vejo mais

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Mais tarde (tudo fora de lugar)
(Rubinho Andrade)

Disfarço e finjo que está tudo bem   
Não sei se tenho o direito de reclamar
Mas num sentimento eu posso ir além
Vem do interior não dá pra controlar

É tão tarde agora, já passou da hora de me ligar 
Noites em claro, eu tô na espera, tudo fora de lugar
Tudo fora de lugar
Nessa vida quase nada dá pra controlar

O mundo gira mais rápido nessa hora   
Sinto-me inseguro quando eu vou lá fora
Mas não quero uma blindagem
Por medo de ser vítima também
Sigo confiante, intuitivo no nosso bem